Tecnologia verde da IBM desembarca no Brasil quarta-feira, 12 de setembro de 2007
Lançado globalmente em maio deste ano, o projeto Big Green inclui investimento de US$ 1 bilhão em três anos em seus próprios centros e novas tecnologias
SÃO PAULO, 12 de setembro de 2007 - A IBM começa a avançar no Brasil com o seu projeto Big Green para reduzir o consumo de energia e os impactos ambientais dos próprios data centers e os dos clientes. Além de inserir a companhia na onda verde que se desenha na indústria de TI e reduzir custos, a estratégia é também vender mais com o desenvolvimento e a oferta de serviços, softwares e equipamentos específicos. Lançado globalmente em maio deste ano, o projeto Big Green inclui investimento de US$ 1 bilhão em três anos em seus próprios centros e novas tecnologia. Mais de cem empresas no mundo já contrataram alguma iniciativa verde relacionada ao data center junto à IBM, segundo o vice-presidente mundial do projeto, Steve Sams. "Estamos começando a avançar na América Latina", acrescentou. De acordo com o gerente de serviços integrados de comunicação e infra-estrutura de redes da IBM Brasil, Carlos Pane, a maior parte dos produtos verdes já é oferecida localmente e a companhia tem conversado com clientes. No País, diz o executivo, a demanda por projetos relacionados a data centers em geral está aquecida. "Temos de duas a três vez mais consultas na área em um ano." Em palestra realizada ontem no IBM Fórum em São Paulo, Sams apresentou a diretores de TI brasileiros tecnologias verdes como software de gestão de energia e serviço de diagnóstico das instalações e tecnologias de refrigeração, além do planejamento e construção de data centers eficientes do ponto de vista energético. A proposta da IBM é avaliar o consumo total e não de forma isolada. A área de TI (servidores, sistemas de armazenamento), por exemplo, representa de 30% a 40% do consumo de energia de um data center. O restante está relacionado a outros componentes como sistemas de refrigeração. "Há tecnologias que podem reduzir os custos de energia em até 40%", afirmou. "Os gastos com a aquisição de novos servidores estão se estabilizando, mas as despesas com energia vêm aumentando", disse Carlos Pane. Atualmente, de acordo com a empresa de consultoria IDC, são gastos em energia cerca de 50 centavos por dólar investido em equipamentos de informática. E a expectativa é de o valor subir 54% nos próximos quatro anos, atingindo 71 centavos por dólar. Centro de Hortolândia As operações da IBM no Brasil também entram agora no projeto. Em um mês o centro da companhia em Hortolândia, no interior de São Paulo, deve passar por uma análise de eficiência energética, um dos serviços oferecidos pela IBM aos clientes. As unidades na Europa e Estados Unidos já passaram por essa avaliação. "Na América Latina, decidimos começar pela Argentina devido à crise energética. Além disso, o centro brasileiro estava passando por uma atualização", conclui Carlos Pane. (Ana Carolina Saito - Gazeta Mercantil)